Ancoragens químicas e mecânicas no steel framing

 

Explicamos os tipos de ancoragens permanentes mais utilizados no steel framing, seu modo de aplicação, suas características e diferenças.

 

O caráter construtivo permanente do steel frame é dado pela fixação dos painéis às fundações de concreto por meio de ancoragens adequadas para esse fim, sendo as químicas e mecânicas as mais utilizadas.

As ancoragens são definidas com base no cálculo estrutural, de acordo com as condições de carregamento e o tipo de fundação do projeto.

 

Ancoragens químicas

É a ancoragem com a maior resistência à tração que aceita grandes valores de carga. Sua vantagem sobre as ancoragens embutidas é que não requerem um posicionamento exato na hora de despejar o concreto na fundação, uma vez que são colocadas com o concreto endurecido e com os seguintes elementos de fixação após o reforço da estrutura:

  • Haste roscada galvanizada. Será fixada ao concreto da placa por meio de um adesivo químico tipo epóxi, metacrilato ou cimentício; isto é, uma ampola ou cartucho contendo a resina e o catalisador.
  • Parabolt. Uma peça conectora de aço galvanizado, destinada a ligar a estrutura do steel frame à fundação. Possui asa perfurada onde ficarão os parafusos e uma base com furo de maior diâmetro onde será colocada a haste roscada (ancoragem mecânica ou química) .
  • Parafusos. Cabeça hexagonal 10 x ¾ ou 12 x ¾, conforme indicado na engenharia o tipo e quantidade de parafusos para cada conector.

A quantidade e localização das ancoragens químicas a serem colocadas serão determinadas pelo cálculo estrutural, bem como as dimensões da haste, o tipo de produto químico, a profundidade de embutimento e os parafusos para unir o Parabolt ao painel.

A ancoragem química deve ser uma ancoragem com valores de carga certificados, cuja composição pode ser baseada em um componente epóxi, cimentício ou metacrilato, dependendo de sua seleção, tempos de cura, aprovações de carga, testes sísmicos, processo de instalação e todas as características exigidas pela obra.

Para uma correta instalação, o Parabolt deve ser apresentado conforme indicado na planta e marcar onde deverá ser feita a perfuração. A mesa PGU e o concreto são então perfurados com uma broca adequada para esse fim. Devem ser consideradas as indicações do diâmetro de perfuração dadas nas instruções de instalação, que dependerão do tipo de ancoragem química e do diâmetro da haste roscada. A profundidade de perfuração será indicada na engenharia do projeto.

Em seguida, o orifício deve ser limpo para garantir a aderência da haste ao concreto. Esta operação é realizada com ar comprimido ou soprador manual e escova. A sequência de soprar e escovar deve ser repetida quantas vezes forem necessárias para que não saia poeira do orifício, conforme recomendações do fabricante.

No caso de utilização de ancoragem do tipo ampola química, a ampola química é inserida no orifício e, segurando a haste no martelo perfurador, o equipamento é operado no modo “percussão”; durante esta operação, a haste é inserida fazendo com que a ampola se quebre e misture o conteúdo de quartzo, resina e catalisador e preencha o espaço entre a haste e o orifício.

Para a colocação de ancoragens de injeção química, o cartucho é preparado dentro do porta-cartucho, o bico helicoidal é rosqueado, as três primeiras gatilhadas são puxados se o cartucho for novo e a seguir o produto químico é injetado até 2/3 da profundidade da perfuração.

Depois de curada a ancoragem, instala-se o conector, fixando-o à coluna com o número de parafusos especificado e à fundação por meio de uma porca, dando o torque indicado. O tempo de cura da ancoragem depende do tipo de produto químico e da temperatura do concreto. O manual do produto químico utilizado deve ser consultado para conhecer esse tempo.

Sua colocação ocorre após a pega do concreto e a porca é apertada para receber carga uma vez finalizado o enrijecimento da estrutura.

 

Ancoragem mecânica de expansão

É uma ancoragem complementar à anterior, de menor resistência, que serve para materializar a “costura” de todo o perímetro da estrutura, a fixação dos painéis interiores e a fixação de pilares com menores cargas à fundação. Sua colocação, assim como a ancoragem química, é após a pega do concreto, uma vez que a estrutura está enrijecida.

Eles serão colocados a cada 1,00m/1,20m, dependendo da área onde se localiza o projeto, no perímetro e nos painéis internos, principalmente nas laterais dos vãos e nos painéis e / ou colunas que recebem as vigas da cobertura. Em todos os casos, um cálculo estrutural é necessário para definir o diâmetro e a profundidade de embutimento da ancoragem.

A sua execução requer a perfuração da soleira inferior do PGU e o concreto, limpando o orifício como nas ancoragens químicas e inserindo a ancoragem, cujo método de dilatação é efetuado colocando a porca rente e martelando suavemente até parar no fundo do canal. É importante respeitar o diâmetro de perfuração indicado pelo fabricante, que deve ser exatamente igual ao diâmetro da ancoragem mecânica adotada. Para evitar rasgar a soleira, deve-se colocar a arruela 58x58mm de 3,2 mm de espessura e a seguir fixar entre si a arruela e a porca de fixação.

Seu princípio de fixação é o do atrito devido à dilatação, pois requerem um torque de instalação adequado, que será responsável por gerar uma dilatação dentro do material de base, causando atrito nas faces internas do concreto e ocasionando a fixação.

 

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